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Francisco Leitão, de 42 anos, ficou em prisão preventiva sob suspeita de ter assassinado, por ciúmes, três jovens residentes na região Oeste. Os corpos das três vítimas, Ivo Delgado (22 anos), Tânia Ramos (27 anos) e Joana Correia (16 anos), ainda não foram encontrados.
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“Só vamos ter sossego quando os corpos aparecerem para fazermos um enterro digno”, comentava, revoltado, Albérico Vaz, padastro de Tânia, minutos após saber a medida de coacção, pelo risco de fuga e da repetição da actividade criminosa.
Após uma funcionária do Tribunal de Torres Vedras ter lido o despacho do juiz de instrução criminal, António Luciano Carvalho, a anunciar a prisão preventiva de Francisco Leitão nas instalações da Polícia Judiciária de Lisboa, o alegado homicida foi levado pelas autoridades num veículo da polícia, motivando as reacções de indignação de familiares e populares que aguardavam a decisão, que não se coibiram de gritar “assassino” e ameaçar fazer “justiça pelas próprias mãos”. Tentaram furar o cordão de segurança formado pelos elementos das equipas de intervenção rápida da PSP e correram atrás da viatura, escoltada, que arrancou a alta velocidade.
Apesar de ser a medida máxima de coacção, Cecília Delgado, mãe de Ivo, manifestou ter “dúvidas que vá resultar”, para se conseguir apurar toda a verdade. “Quero que ele diga onde está os corpos”, exigiu, desabafando que “a melhor decisão era com as minhas próprias mãos fazer justiça, porque ele é muito esperto e tem uma grande lábia”. “Estando preso pelo menos não vai encobrir pistas”, adiantou, levantando a hipótese de não ter actuado sozinho.
Mais céptica mostrou-se Glória Félix, mãe de Tânia. “Não sei se vão conseguir desvendar o mistério, porque ele é muito mentiroso”, declarou, recordando que “acreditei sempre que a minha filha estava viva. Ele foi-me sempre dizendo que ela estava bem e eu sempre acreditei que ela voltava para os braços de uma filhinha de onze anos que estava à espera”.
“Sentimos uma grande revolta e pouca tranquilidade”, sustentou Albérico Vaz, que ainda assim disse “acreditar que a polícia vá desvendar o mistério”.
Familiares da outra jovem desaparecida, Joana, recusaram comentar a decisão do tribunal.
De acordo com fonte ligada à investigação, o arguido prestou "declarações inconsistentes" perante o juiz de instrução criminal e “não confessou" os crimes de que está indiciado”.
Foi nomeado um defensor oficioso, Jacinto Conceição, de Torres Vedras. Contactado no seu escritório, nas traseiras do Tribunal, escusou-se a prestar declarações sobre o caso.
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