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As reuniões de Câmara nas Caldas da Rainha vão passar a ser gravadas. É uma medida para evitar imprecisões na redacção das actas.
A proposta foi feita pelo presidente da Câmara, no seguimento da polémica levantada pelos vereadores do PS, que o acusaram de ter falsificado uma acta.
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O vereador Tinta Ferreira, do PSD, não concorda com as gravações, sustentando que “não conheço órgãos executivos de uma organização a gravarem as suas reuniões. Estas duram cinco ou seis horas e surge sempre um comentário aparte, uma observação que não é desejável que seja gravada”.
No seu entender, “está a ser criado na Câmara Municipal das Caldas da Rainha um clima de desconfiança inusitado e desnecessário, que cria, no meu ponto de vista, um ambiente errado à prossecução do trabalho”.
O que despoletou a necessidade de gravação “foram estas confusões do ‘diz que disse e não disse’, que não foram criadas por nós”.
Tinta Ferreira admite, no entanto, a gravação de partes de reuniões onde sejam feitas declarações para a acta. “Quando alguém quiser fazer uma declaração para a acta, em vez de a estar a fazer por escrito, pede para ser gravada. Isso concordo. Não concordo é que esteja a ser gravada a reunião toda. Quando é preciso grava-se”, manifestou.
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